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Estudante de Direito.net

Tudo para a vida do estudante de direito.

Archive for the ‘Realidade’ Category

Caso Isabella Nardoni 2

Posted by Carlos Vinicius On abril - 8 - 2010

Quando do julgamento do caso Nardoni, o site Papo de Homem publicou texto de autoria de Jader Pires que vem complementar a publicação feita aqui.

Um texto sincero, completo e que analisa o fenômeno da busca incansável pela “justiça”.

Excelente.

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Conselho de Amigo

Posted by Francisco Escorsim On abril - 16 - 2009

Você é estagiário de Direito? Já foi?  Então, diga lá se me equivoco quando afirmo que todo estagiário, sem exceção e independente do lugar onde trabalhe, passa pelo mesmo pânico pavor desespero quando está sozinho diante do seu primeiro processo judicial ou administrativo, ou, se já adquiriu alguma experiência, diante de um novo processo com algo “diferente”?

Quem, nessas situações, não se pergunta(ou): “Caraca, e agora?

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Sangue-frio, calculista, arrogante, mentiros…

Posted by Carlos Vinicius On abril - 2 - 2009

AdvogadosSangue-frio, calculista, arrogante, mentiroso e competitivo são alguns dos adjetivos que, segundo as piadas, estudantes de direito e, parte, da população, “tipificam” os advogados. Neste post, pretendo expor algumas das razões que levam às pessoas a classificarem os advogados dessa maneira e tentar demonstrar que as coisas não são bem assim.

Bem, em primeiro lugar, quero deixar claro que não sou defensor incondicional de advogados. Sempre deixei bem claro que a advocacia não seria minha primeira opção depois de formado (apesar de que hoje, com a formatura chegando, são os próximos meses que definirão o meu futuro).

A rotina, as histórias de colegas, e advogados que conheci me mostraram que as coisas podem ser diferentes. E é por isso, que não acho correto generalizar sobre o caráter apenas pela definição de sua profissão.

Sangue-frio, calculista, arrogante e competitivo pode ser um profissional de qualquer área. Essas “qualidades” dependem do caráter de cada um e não da profissão que escolheram. Muitos advogados são mesmo tudo isso, mas já vi médicos, professores, engenheiros e representantes de todos as profissões assim.

Alguns desses “elogios” tratam-se de absoluta má interpretação a respeito do exercício da profissão ou da rotina da advocacia.

Ser sangue-frio, por exemplo, é algo que os médicos também são (e, lógico, também são criticados por isso) mas qualquer trabalho com o passar do tempo torna-se rotineiro e o profissionalismo exige que seja assim, sob pena de jamais conseguir exercer uma profissão em virtude das paixões envolvidas.

E aqui, cumpre fazer um esclarecimento aos “não-estudantes-de-direito” que leem o meu blog: TODOS TÊM DIREITO À DEFESA. E isso deve ser considerado, inclusive, na esfera criminal. Cito uma frase que ouvi de um professor: “Advogados criminalistas não podem abrir um escritório e colocar uma placa ‘NÃO ATENDO CULPADOS’“. De fato. Todos merecem uma defesa. E entendam por defesa, não somente através do clássico pedido de absolvição mas através da fiscalização para que todos os atos realizados no processo sejam realizados respeitando a lei.

Além disso, das próprias profissões jurídicas decorrem dois princípios éticos: a fidelidade e o desinteresse. Em resumo, quer dizer que o profissional deve ser fiel à causa daquele que defende. O promotor à sociedade, o juiz à efetivação da justiça pelo estado e o advogado a seus clientes, tudo na medida correta, sem violar outros princípios éticos ou a moral. Infelizmente, as pessoas esquecem de detalhes como esse e criticam a conduta do advogado sem procurar comprender tudo o que envolve a profissão efetivamente.

A competitividade só pode ser explicada em virtude de que desde que entramos na faculdade de direito TUDO é uma competição. Concursos para estágio são super disputados, o desejo de se destacar dentro de um escritório para a tão sonhada ‘EFETIVAÇÃO’ nem se fala. Logo que nos formamos vem o Exame da Ordem e depois para os que escolhem advogar, um mercado de trabalho repleto de advogados sedentos por clientes. Para os que querem concursos vão enfrentar cursinhos repletos de concorrentes (e quem já encarou um cursinho pré-vestibular tem uma noção do que é isso).

Em qualquer lugar é possível perceber que o nosso instinto (animal) de competitividade ainda está presente, sempre queremos superar e ser melhor que “o bando”. Mas claro, é desnecessário dizer que nada justifica o abuso, o exageiro e a malandragem para vencer.

Particularmente, acredito que a cooperação vence muito mais batalhas do que a competitividade, mas como dito anteriormente: isso depende de cada um.

Nesse sentido, ninguém pode falar dos “blogueiros jurídicos”. Sempre que podem estão divulgando os colegas.

E é mais uma prova de que não se pode generalizar nem estudantes de direito, nem profissionais.

“Memórias de Maigret”

Posted by Francisco Escorsim On setembro - 2 - 2008

“Será que meu pai, meu avô nunca se perguntaram se poderiam ter sido outra coisa na vida? Tiveram outras ambições? Invejavam uma sorte diferente da deles?

É curioso ter vivido tanto tempo com as pessoas e nada saber do que hoje me parece essencial. Muitas vezes me fiz a pergunta, com a impressão de estar na divisa entre dois mundos totalmente estranhos um ao outro.

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Pindurar ou não pindurar: eis a questão.

Posted by Carlos Vinicius On agosto - 11 - 2008

PinduraDia 11 de agosto! Dia do advogado!

Também, não menos importante: Dia da Pindura. A data comemora a instalação dos primeiros cursos de direito no Brasil e é tradicional pelos calotes dos estudantes de direito nos restaurantes.

Hoje em dia, tem ficado famosa por aparecer nos noticiários mostrando pessoas sendo presas em razão de abusos cometidos em nome de tal comemoração.

Certo ou não, deve-se ter muita cautela ao Pindurar, afinal, uma ficha suja pode prejudicar muito um estudante de direito.

Parabéns aos que exercem essa difícil profissão, suportando as jornadas intermináveis de trabalho, clientes complicados e a realidade judiciária do país em prol de um Estado mais justo e da efetiva garantia dos direitos de cada um de seus clientes.

Meus colegas Danyllo e Didi publicaram em seus blogs, comentários a respeito deste dia e, em homenagem ao “nosso” dia e a qualidade de seus textos, convido-os a acessá-los:

Direito é Legal: Adivinha que dia é hoje!

Argumentandum: O almoço que não é mais.

O Direito Cabe Numa Esfiha – Parte II

Posted by Francisco Escorsim On agosto - 5 - 2008

Uma das conseqüências mais significativas decorrentes da descoberta do abismo humano sobre o qual se constrói o Direito, foi a absoluta desconfiança com que passei a encarar toda regra, lei, norma, escrita ou não escrita, válida ou não, etc.

A partir dali, passei a considerar a lei totalmente dependente do tal “operador do Direito”, não o contrário.

Não é preciso dizer o quão frustrado fiquei na faculdade quando percebi que todo o ensino seria concentrado unicamente no aprendizado do texto da lei, enquanto a formação propriamente dita do tal “operador” era completamente desconsiderada. Acontece que para conhecer a lei, basta lê-la, mas para interpretá-la e aplicá-la, há que se ter algo mais. Isso é óbvio, dirão, porém, o que seria exatamente esse algo a mais?

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Candidatos “ficha-suja”

Posted by Carlos Vinicius On julho - 23 - 2008

Créditos para Wojciech Sadlej de http://www.sxc.hu/profile/SadlejA Associação dos Magistrados Brasileiros divulgou lista contendo os nomes dos candidatos ao cargo de prefeito municipal que respondem processos criminais na justiça.

A lista pode ser acessada clicando aqui.

Foram considerados apenas os processos de iniciativa pública, ficando de fora os crimes cuja ação penal é de iniciativa privada (p. ex. os crimes de calúnia, injúria e difamação).

Por enquanto, constam apenas os candidatos das capitais. A segunda etapa prevê a divulgação dos políticos que pleiteiam as prefeituras das cidades com até 200 mil habitantes.

Já que a justiça não pode invalidar a candidatura deles, em virtude do princípio da presunção de inocência, que façamos nós a seleção daqueles que nada devem à justiça!

Ficam os meus parabéns à AMB pela brilhante iniciativa.

O que você achou? Comente! Discuta!

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