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Estudante de Direito.net

Tudo para a vida do estudante de direito.

Archive for the ‘Especial’ Category

Meus caros, finalmente sou bacharel em direito.

Posted by Carlos Vinicius On março - 2 - 2010

E antes que me perguntem se em virtude disso o blog perdeu seu objetivo já que não sou mais um “estudante de direito”, eu digo que não. O profissional do direito seja na etapa que for, será sempre um estudante. Além do mais, continuo com a vontade de escrever sobre o curso de uma maneira voltada para estudantes, por isso, embora com raras atualizações, o blog continuará no ar.

Aproveitando a mistura de nostalgia com o sentimento de um dever cumprido e expectativas para o futuro acredito que é a hora de responder uma questão formulada por mim, no post “Porque escolhi Direito.“: “Mas e agora? Você gosta do curso?”.

Sim. Direito é um curso que proporciona, além da formação técnica básica, uma formação crítica para os que se propõem a pensar a realidade e conhecer os mecanismos de modificação e construção social.

É claro que soa utópico tratar sobre “modificação e construção social” uma vez que o cenário que hoje encontramos não é dos melhores, mas não podemos, por simples conformismo, deixar de criticar e buscar algo melhor para a realidade em que vivemos.

No primeiro semestre do curso, a professora de Introdução ao Estudo do Direito nos cobrou a leitura do livro “Direito e Utopia”, do Magistrado João Baptista Herkenhoff. Em síntese, a lição que ficou foi a da necessidade de trabalhar em cima de utopias para, com esforço, atingir, ao menos, uma realidade próxima da esperada.

Atingir a justiça plena talvez seja, de fato, utópico. Mas se não lutarmos por ela, conformados pelo sistema posto, nunca chegaremos nem perto.

Nossa Constituição Federal elenca direitos e garantias maravilhosos que são esquecidos. É por isso, que a primeira grande utopia enfrentada pelos operadores do direito comprometidos com a modificação social é fazer valer os ditames da Carta Magna.

A prática proporcionada pelos estágios torna a realidade do dia-a-dia forense muito mais áspera do que aquela que extraímos de códigos e doutrinas. E, infelizmente, acaba conformando alguns que tão somente pegam o “jeito” de tratar das questões e desistem da luta por ideais, passando a fazer da profissão apenas um ganha-pão.

Foi ver que o direito é muito mais do que um amontoado de leis que me deu forças para concluir o curso e que hoje me deixa ansioso para entrar no mercado de trabalho.

Escrever tudo isso, motivado pela vontade e pelos sonhos de um recém-formado é fácil. Mas a realidade não é. O que também não significa ser impossível. Os bons “chefes” e “mentores profissionais” que tive durante os estágios ensinaram-me ser possível com vontade, dedicação e paciência.

Tudo isso me faz concluir que eu me sinto realizado sim em estar formado e que eu realmente gostei do curso, mesmo com as dificuldades e injustiças que encontramos ao por os pés para fora da faculdade.

Sangue-frio, calculista, arrogante, mentiros…

Posted by Carlos Vinicius On abril - 2 - 2009

AdvogadosSangue-frio, calculista, arrogante, mentiroso e competitivo são alguns dos adjetivos que, segundo as piadas, estudantes de direito e, parte, da população, “tipificam” os advogados. Neste post, pretendo expor algumas das razões que levam às pessoas a classificarem os advogados dessa maneira e tentar demonstrar que as coisas não são bem assim.

Bem, em primeiro lugar, quero deixar claro que não sou defensor incondicional de advogados. Sempre deixei bem claro que a advocacia não seria minha primeira opção depois de formado (apesar de que hoje, com a formatura chegando, são os próximos meses que definirão o meu futuro).

A rotina, as histórias de colegas, e advogados que conheci me mostraram que as coisas podem ser diferentes. E é por isso, que não acho correto generalizar sobre o caráter apenas pela definição de sua profissão.

Sangue-frio, calculista, arrogante e competitivo pode ser um profissional de qualquer área. Essas “qualidades” dependem do caráter de cada um e não da profissão que escolheram. Muitos advogados são mesmo tudo isso, mas já vi médicos, professores, engenheiros e representantes de todos as profissões assim.

Alguns desses “elogios” tratam-se de absoluta má interpretação a respeito do exercício da profissão ou da rotina da advocacia.

Ser sangue-frio, por exemplo, é algo que os médicos também são (e, lógico, também são criticados por isso) mas qualquer trabalho com o passar do tempo torna-se rotineiro e o profissionalismo exige que seja assim, sob pena de jamais conseguir exercer uma profissão em virtude das paixões envolvidas.

E aqui, cumpre fazer um esclarecimento aos “não-estudantes-de-direito” que leem o meu blog: TODOS TÊM DIREITO À DEFESA. E isso deve ser considerado, inclusive, na esfera criminal. Cito uma frase que ouvi de um professor: “Advogados criminalistas não podem abrir um escritório e colocar uma placa ‘NÃO ATENDO CULPADOS’“. De fato. Todos merecem uma defesa. E entendam por defesa, não somente através do clássico pedido de absolvição mas através da fiscalização para que todos os atos realizados no processo sejam realizados respeitando a lei.

Além disso, das próprias profissões jurídicas decorrem dois princípios éticos: a fidelidade e o desinteresse. Em resumo, quer dizer que o profissional deve ser fiel à causa daquele que defende. O promotor à sociedade, o juiz à efetivação da justiça pelo estado e o advogado a seus clientes, tudo na medida correta, sem violar outros princípios éticos ou a moral. Infelizmente, as pessoas esquecem de detalhes como esse e criticam a conduta do advogado sem procurar comprender tudo o que envolve a profissão efetivamente.

A competitividade só pode ser explicada em virtude de que desde que entramos na faculdade de direito TUDO é uma competição. Concursos para estágio são super disputados, o desejo de se destacar dentro de um escritório para a tão sonhada ‘EFETIVAÇÃO’ nem se fala. Logo que nos formamos vem o Exame da Ordem e depois para os que escolhem advogar, um mercado de trabalho repleto de advogados sedentos por clientes. Para os que querem concursos vão enfrentar cursinhos repletos de concorrentes (e quem já encarou um cursinho pré-vestibular tem uma noção do que é isso).

Em qualquer lugar é possível perceber que o nosso instinto (animal) de competitividade ainda está presente, sempre queremos superar e ser melhor que “o bando”. Mas claro, é desnecessário dizer que nada justifica o abuso, o exageiro e a malandragem para vencer.

Particularmente, acredito que a cooperação vence muito mais batalhas do que a competitividade, mas como dito anteriormente: isso depende de cada um.

Nesse sentido, ninguém pode falar dos “blogueiros jurídicos”. Sempre que podem estão divulgando os colegas.

E é mais uma prova de que não se pode generalizar nem estudantes de direito, nem profissionais.

Sim, sim, sim! 2009 e novidades!

Posted by Carlos Vinicius On março - 12 - 2009

Máquina de Escrever

Claro, eu confesso: demorei demais para inaugurar 2009 aqui no Estudante de Direito.

Curti as férias, porque nós, estudantes de direito merecemos. Depois passei um tempo repensando algumas possibilidades, organizando a vida e correndo atrás das coisas do último ano de direito.

Finalmente, resolvi que o Estudante de Direito não poderia ficar esquecido, principalmente como uma forma de agradecer as inúmeras visitas que eu tenho recebido, mesmo sem atualizar.

Vários comentários, alguns e-mails e idéias.

Comecei atualizando a “carinha” do Estudante para algo mais moderno e mais fácil de ler e navegar. Em seguida novos posts, principalmente, “ouvindo” os comentários que são publicados no blog e os assuntos debatidos no fórum, por isso, é de suma importância a participação de todos.

No mais, só tenho a agradecer!!

Porque escolhi Direito.

Posted by Carlos Vinicius On abril - 24 - 2008

MarteloBem, longe de ser um guia, com dicas e técnicas para escolher um curso superior, pretendo contar-lhes como escolhi prestar vestibular para direito.

Escolher um curso, no meio de um ano de vestibular, é bem complicado, principalmente quando não dispomos de fontes próximas com informações importantes acerca dos cursos.

Mais do que um relato, espero que sirva como incentivo e orientação para quem não tem certeza quanto a que curso prestar no vestibular.

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