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	<title>Estudante de Direito.net &#187; Blog</title>
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	<description>Tudo para a vida do estudante de direito.</description>
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		<title>FAZENDO DIREITO – Parte III</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 03:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorian Farah</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Poder Judiciário: a maquina que move interesses. O Judiciário é o responsável por julgar e processar as demandas judiciais. É aqui que o mérito de uma ação será discutido, e, por conseguinte, o vencedor de uma ação.
            Vou tratar aqui sobre o poder judiciário de primeira instância, a rigor, as comarcas locais, tendo em vista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/07/judiciario.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-309" src="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/07/judiciario.jpg" alt="" width="240" height="160" /></a>Poder Judiciário: a maquina que move interesses. O Judiciário é o responsável por julgar e processar as demandas judiciais. É aqui que o mérito de uma ação será discutido, e, por conseguinte, o vencedor de uma ação.</p>
<p>            Vou tratar aqui sobre o poder judiciário de primeira instância, a rigor, as comarcas locais, tendo em vista que trabalho em uma delas e acho que posso externar algumas de minhas experiências.</p>
<p>            Nesse setor temos três figuras principais: o juiz, o escrivão e o serventuário. Vamos começar por baixo. O serventuário é aquele funcionário público estadual concursado, que trabalha dentro ou fora das secretarias com o intuito de apoio judicial. Trocando em miúdos, o serventuário da justiça, é, na realidade, quem movimenta a justiça, quem faz com que os processos andem e tomem seu rumo. O serventuário tem por objetivo, fazer com que todos os ritos, procedimentos e afins sejam respeitados e corram em sua normalidade, muito embora isso não aconteça em praticamente nenhuma comarca, tendo em vista o déficit de servidores que assola o poder judiciário de todos os estados. Dentro dos 27 estados membros da federação, o estado de Minas Gerais, onde vivo e trabalho, é o estado que pior remunera seus servidores. O serventuário ingressante no último concurso realizado receberá, inicialmente, R$ 1.600,00, para seis horas completamente efetivas de trabalho. Trabalho que não para nunca, até porque não pode parar jamais.</p>
<p>            Acima do serventuário, vem o escrivão, que também é serventuário, porém, realiza procedimentos de coordenação e chefia de uma secretaria. O escrivão é responsável por todos os processos de uma vara. Por todos os atos de um processo, inclusive. É uma responsabilidade e tanto. Qualquer ato falho de um serventuário recai nas costas do escrivão, e aí que entra o poder de coordenação e principalmente organização dele. Os serventuários da justiça, na maioria das vezes, realizam procedimentos de escrivão. Funciona mais ou menos assim: um processo X precisa que de uma juntada de documento. Via de regra, o escrivão é responsável por tal ato, porém, o serventuário realiza tal procedimento em nome do escrivão, inclusive depositando sua rubrica como autenticação do ato.</p>
<p>            Por fim, e bem mais interessante, está a posição do juiz. O magistrado, ínclito e augusto – palavras que aparecem em petições, mas que não mais que rebuscadas, são sinônimo de uma pessoa ilustre e detentora de mérito pelo lugar que ocupa – é quem na verdade aparece como gerenciador de tudo. O juiz é responsável por analisar, despachar e sentenciar os processos. A rigor, seria o juiz quem analisaria um processo por inteiro, desde sua distribuição até seu transito em julgado. Mas na vida prática isso muda um pouco. Com o apoio dos assessores, serventuários e escrivão, o trabalho do juiz é reduzido e muito. Na maioria das vezes o juiz fica por conta de alguns processos apenas, os de maior complexidade. Os outros, mais comuns e de solução mais rápida fica a cargo dos assessores, que formatam um despacho ou sentença em nome do juiz, que assina e valida aquele documento como se de sua plena autoria fosse. Na verdade, o juiz, por sua posição elevada dentro da esfera judiciária, analisa os processos mais complexos, auxilia seus assessores, gerencia a vara, preside audiências, essas sim bem mais interessantes, e prolata algumas sentenças. Um trabalho bastante moderado, em compensação pelo estudo e pelo suor derramado até chegar àquele cargo, que não é fácil.</p>
<p>            Isso é um panorama básico que se tem do poder judiciário quando se atua nele. Lógico, eu poderia escrever bem mais sobre o tema, abrange vários fatores, mas tenho certeza que isso se torna cansativo, tanto para quem escreve como para quem lê, já que o objetivo desse tópico é clarear um pouco sobre as áreas de atuação do Direito.</p>
<p>            Próximo post: o advogado, sua função dentro da tríade advogado-juiz-ministério público.</p>
<p>            Sugestões, críticas, dúvidas e afins, email para <a href="mailto:lorian@oi.com.br">lorian@oi.com.br</a>. Peço desculpas a quem ainda não tive tempo de responder, logo o farei. Agradeço pelas manifestações de apreço que venho recebendo quanto aos posts. Peço desculpas novamente pelo atraso na postagem.</p>
<p>ASSINEM NOSSO FEED E RECEBAM DIRETAMENTE NO EMAIL AS ATUALIZAÇÕES DO BLOG.</p>
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		<title>EMED 2010</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 19:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorian Farah</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cursos e Eventos]]></category>
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		<description><![CDATA[
Atenção caros estudantes de Direito de Minas Gerais! Vem aí o EMED, Encontro Mineiro de Estudantes de Direito, em Ouro Preto. Não deixe de aproveitar essa grande oportunidade de conhecer pessoas, trocar experiências, aprender e se divertir com as festas. Lembrando que qualquer estudante, seja lá de qual curso for, e de qualquer lugar do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/05/emed1.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-278" src="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/05/emed1.bmp" alt="" /></a></p>
<p>Atenção caros estudantes de Direito de Minas Gerais! Vem aí o EMED, Encontro Mineiro de Estudantes de Direito, em Ouro Preto. Não deixe de aproveitar essa grande oportunidade de conhecer pessoas, trocar experiências, aprender e se divertir com as festas. Lembrando que qualquer estudante, seja lá de qual curso for, e de qualquer lugar do Brasil pode se inscrever no evento.</p>
<p>            Nota publicada no site <a href="http://www.coredmg.com.br/interno.php?pagina=2&amp;subpagina=17" target="_blank">COREDMG</a> (Coordenação Regional de Estudantes de Direito de Minas Gerais):</p>
<p> <em>“O Centro Acadêmico Pedro Paulo, em parceria com a CORED – MG está organizando o XXV Encontro Mineiro de Estudantes de Direito, a se realizar nos dias 03, 04, 05 e 06 de junho do ano de 2010, em Ouro Preto.</em></p>
<p><em> </em><em>O evento contará com a presença de 1.500 alunos de todo o estado de Minas Gerais e ocorrerá no Centro de Artes e Convenções de Ouro Preto.</em></p>
<p><em> </em><em>O tema desta 25ª edição do EMED será “Liberdade, Democracia: A Consolidação das Instituições no Estado Democrático de Direito”. Tema este que será fruto de debates entre grandes expoentes do Direito Constitucional no Brasil.</em></p>
<p><em> </em><em>Quatro palestrantes de renome já estão confirmados para o evento: os Professores Dr. Dalmo de Abreu Dallari (USP), Bernardo Gonçalves Fernandes (UFOP), Luís Roberto Barroso (UERJ) e Daniel Sarmento (UERJ).</em></p>
<p><em> </em><em>Em 2010, o EMED contará ainda com mini-cursos e grupos de trabalho.</em></p>
<p><em> </em><em>Os inscritos no evento terão também a oportunidade de conhecer a cidade de Ouro Preto – patrimônio histórico da humanidade –, curtir as festas à noite e vivenciar a vida das repúblicas, onde ficarão hospedados.</em></p>
<p><em> </em><em>A organização do XXV EMED já está em andamento e avançada, de forma a garantir que este seja o melhor EMED de todos os tempos.”</em></p>
<p><em> </em>            Não perca essa grande oportunidade! Fale com o coordenador do seu curso e procure saber mais sobre o encontro. Para mais informações, acesse o site do EMED, <a href="http://www.emed.ufop.br/" target="_blank">www.emed.ufop.br</a>.</p>
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		<title>FAZENDO DIREITO &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 18:52:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorian Farah</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Especial]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um tempinho sem postar nada, devido à semana de provas, aquela correria que todos sabem, seguiremos com os nossos posts sobre as áreas jurídicas. Pra quem se recorda, no primeiro post falamos do Ministério Púbico e gentilmente tivemos o complemento da amiga Camila, do blog Passar é Fácil. Nesse post falaremos sobre as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/05/kelsons_delegacia2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-270" src="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/05/kelsons_delegacia2-300x205.jpg" alt="" width="300" height="205" /></a>Depois de um tempinho sem postar nada, devido à semana de provas, aquela correria que todos sabem, seguiremos com os nossos posts sobre as áreas jurídicas. Pra quem se recorda, no primeiro post falamos do Ministério Púbico e gentilmente tivemos o complemento da amiga Camila, do blog <a href="http://passarefacil.blogspot.com/" target="_blank">Passar é Fácil</a>. Nesse post falaremos sobre as delegacias.</p>
<p>            As delegacias são unidades policiais, tanto civis como militares, que visam ao atendimento da população, controle de operações militares, investigações criminais, e detenção temporária de detentos. As delegacias funcionam muitas vezes como ouvidoras de conflitos, aqueles que por muitas vezes podem ser resolvidos sem a intervenção jurisdicional do Estado. São elas que atendem as ocorrências envolvendo crimes, tentativas destes, ou outros problemas corriqueiros, pacificando conflitos. Elas não só atendem como tem por função prevenir, através de parcerias com outros órgãos do governo. As delegacias podem ser gerais ou especializadas dentro de um mesmo distrito. Essas especializações podem ocorrer até mesmo dentro de uma delegacia. As especialidades mais comuns dentro desse meio são as delegacias de crimes contra o patrimônio, aquelas que visam à proteção aos bens individuais do cidadão; de crimes contra a vida, são aquelas que buscam evitar e proteger o bem maior de cada um de nós, o maior bem indisponível que alguém pode ter que é a vida; de tóxicos e entorpecentes, que auxilia no combate às drogas, principalmente no tráfico. Esta em específico, a meu ver, exerce um papel muito mais sócio-educativo do que meramente repressor, já que busca antes de mais nada a conscientização da população sobre os riscos que as drogas trazem à vida de uma pessoa.</p>
<p>            Dentro da delegacia, temos quatro profissionais principais, quais sejam: delegado, investigador, escrivão e inspetor. O delegado é a autoridade policial que tem por função coordenar os demais setores e agentes de uma delegacia. Além disso, é o delegado que preside um inquérito policial. Lembrando que o delegado deve ser bacharel em Direito. O delegado é, a grosso modo, o chefe de uma delegacia. O investigador por sua vez, como o próprio nome diz, tem papel de investigação dentro das operações criminais, com objetivo de prevenção e estudo sobre as condutas que caracterizem os ilícitos penais, os crimes. É ele que “fareja” o crime, buscando a constituição história do fato ali ocorrido, e fazendo as conexões do nexo causal com o crime. O escrivão promove um assessoramento às autoridades policiais superiores, trabalhando também na lavratura de termos específicos, serviços cartorários e inclusive nas investigações policiais. O inspetor tem função parecida com o investigador, a diferença básica é que o inspetor desenvolve mais freqüentemente atividades administrativas, voltadas para supervisão e coordenação de equipes de policiais civis.</p>
<p>            Aconselho a todos que por esse brevíssimo texto se interessarem pela área, buscarem mais informações sobre o ramo, seja pela internet ou até mesmo conhecendo uma delegacia pessoalmente, vendo como é a organização de sua cidade. Infelizmente, quem vos escreve é mais que leigo sobre o tema, vez que minha grande paixão é o direito civil, apesar de que até o final do curso isso pode mudar. Quem, por qualquer que seja o motivo, tiver dúvidas sobre a área, pode me mandar email (<a href="mailto:lorian@oi.com.br">lorian@oi.com.br</a>) que tentarei responder da melhor forma.</p>
<p>            Nosso próximo post será sobre o Poder Judiciário. Dúvidas, sugestões, críticas e afins, encaminhar para lorian@oi.com.br</p>
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		<title>FAZENDO DIREITO &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 00:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorian Farah</dc:creator>
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		<description><![CDATA[       O que você vai fazer quando acabar a faculdade? Já sabe os campos de atuação? Não? Vamos juntos esclarecer!
       Primeiramente, o curso de Direito é o mais abrangente em termos de campos para atuação. Você pode ser de um consultor jurídico para alguma empresa como um membro de tribunal. Isso se deve ao fato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/04/Ministerio_publico_de_MT25032009121027.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-254" src="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/04/Ministerio_publico_de_MT25032009121027-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></a>       O<a href="http://www.midianews.com.br/imagens/noticias/3/Ministerio_publico_de_MT25032009121027.jpg"></a> que você vai fazer quando acabar a faculdade? Já sabe os campos de atuação? Não? Vamos juntos esclarecer!</p>
<p>       Primeiramente, o curso de Direito é o mais abrangente em termos de campos para atuação. Você pode ser de um consultor jurídico para alguma empresa como um membro de tribunal. Isso se deve ao fato de que, como meio organizador e pacificador de uma sociedade, a área do Direito, como já dissemos, é onipresente, está em todo lugar e toda parte. Por ser assim, vários ramos da sociedade necessitam da participação de profissionais da área em suas atividades, criando assim essa imensa variedade de campos para atuar. E isso muitas vezes acaba nos confundindo, porque via de regra, a maioria dos estudantes de Direito saem para advogar. Uns ou outros não, é claro, como eu, por exemplo, que pretendo mesmo ser promotor de justiça.</p>
<p>       Vale salientar que você não tem obrigação alguma de decidir isso apressadamente. Muitos ao sair da faculdade não sabem por onde caminharão. Mas é claro que quanto mais cedo você se decidir, mais tempo você tem para se preparar adequadamente e já tentar se instalar no meio, através de algum estágio, algum trabalho que lhe relacione com a área desejada.</p>
<p>       Mas vamos ao que interessa: onde posso “fazer” Direito? Antes de falar da área mais praticada, a advocacia, aquela que a priori é a principal, tendo em vista que é o advogado que leva um direito a apreciação, falaremos das outras, as auxiliares, que rondam a principal, de forma a auxiliar mesmo, ajudar na prática da advocacia. Para uma melhor compreensão de cada área do Direito, sobretudo para uma melhor leitura de nossos estudantes e não cansá-los com longos textos, dividiremos o tema FAZENDO DIREITO em alguns posts.</p>
<p>       A primeira área que iremos abordar é o Ministério Público. Esse órgão tem por objetivo a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, como dita o artigo 127 da <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm" target="_blank">Constituição Federal</a> vigente. O Ministério Público é um órgão fiscalizador, independente do Estado, não pertencente a nenhum dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), mas considerado como um quarto poder, aquele que seria o poder fiscalizador, já que temos um poder para criar leis, um para executá-las e outro para julgar sua aplicação. Dessa forma, o Promotor de Justiça, no sentido literal da palavra, promove a justiça, defende aquele direito onde não há somente um autor, um só interessado na resolução da lide. Podemos citar como exemplo recentemente o caso dos Nardoni. Nele, não existia um autor para a demanda da ação contra o casal, e sim uma coletividade que manifestava incessantemente pelo desejo de punição aos dois. E ai entrou o MP, que materializou esse desejo em processo criminal. Vale lembrar também que o MP nem sempre se utiliza de seu poder para acusar. Em alguns casos, ele manifesta pela absolvição do réu.</p>
<p>       Em suma, é isso que você encontrará no Ministério Público. Achei na internet, através do grande Google, um artigo publicado por um Promotor de Justiça do Amazonas, o Dr. João Gaspar Rodrigues, que escreve sobre o posicionamento do MP, e esclarece um pouco mais sobre o tema. É uma boa para quem quer adentrar ao assunto. <a href="http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=269" target="_blank">Clique aqui</a> para conferir!</p>
<p>       No próximo artigo falaremos sobre as delegacias de polícia. Mande suas sugestões, críticas e elogios para <a href="mailto:lorian@oi.com.br">lorian@oi.com.br</a>.</p>
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		<title>Por que Direito ?</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 02:40:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorian Farah</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Foi essa a pergunta que me fiz há um ano. Por que Direito? O que motiva uma pessoa a fazer um curso como Direito, tão tradicional, mas ao mesmo tempo taxado como complexo, difícil, para pessoas que gostam de ler e escrever apenas? Na busca desse porque, me questionei diversas vezes antes de prestar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/04/direto-e-justica.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-228" src="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/04/direto-e-justica-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a> Foi essa a pergunta que me fiz há um ano. Por que Direito? O que motiva uma pessoa a fazer um curso como Direito, tão tradicional, mas ao mesmo tempo taxado como complexo, difícil, para pessoas que gostam de ler e escrever apenas? Na busca desse porque, me questionei diversas vezes antes de prestar o vestibular se era realmente isso que eu queria, se conseguiria ser um bom bacharel, entre outras inúmeras dúvidas de um adolescente pensando em seu futuro. O tempo passou, eu entrei na faculdade, e hoje, mesmo após somente um ano de curso, acho que encontrei respostas para as minhas dúvidas cruéis de ensino médio.</p>
<p>Bom, o curso de Direito, ou como diziam os antigos, curso de Advocacia, não se resume tão somente á leis e posturas jurídicas. O curso de Direito, é um instrumento de pacificação da sociedade. Sim, pacificação. É só olharmos ao nosso redor e vermos como a maioria de nossos conflitos, leia-se aqui qualquer tipo de conflito, é resolvido com a ajuda do Direito. Um cidadão que não paga seus impostos, por exemplo, será penalizado com a ajuda do Direito, que regulamenta normas cerceadoras para tal ato. Atos corriqueiros, situações diversas, em tudo, absolutamente tudo, o Direito está presente. Vendo isso, essa onipresença do Direito na sociedade, pude ver como resolver conflitos, pacificar, seja lá qual seja a expressão mais correta, é uma coisa totalmente apaixonante com a medida que o tempo passa. Porque na verdade, o bacharel em Direito torna-se a priori um advogado, um representante, defensor de um direito alheio. E por ser assim, um modo de defender a violação de algo que pertence a alguém, o Direito torna-se apaixonante, algo gostoso de aprender e aplicar.</p>
<p>Partindo do pressuposto que muitos estudantes de Direito fizeram as mesmas perguntas que eu, e hoje têm as mesmas respostas, creio que de fato o Direito é fundamental para uma sociedade, assim como outras ciências, só que temos como diferencial o fato de organizar, estruturar e “praticar” uma sociedade, visando o bem comum, algo que as outras ciências não possuem, pois só o Direito consegue se meter nesse meio. Dessa forma, todos aqueles que estudam Direito se sentem atores importantes dessa eterna pacificação de conflitos. Está aí uma boa nota a se fazer: muitos, muitos mesmo, exageram nesse pensamento de ser importante para a sociedade e acabam indo para o caminho quase sem volta da arrogância. Essa é uma visão que muitos têm sobre os aplicadores do Direito, que de fato é verdade para aqueles que não possuem a humildade suficiente para trabalhar nesse ramo. Mas voltando aos seres racionais do Direito, aqueles que sabem da sua importância e não abusam dela, esses se apaixonam por saber que são eles que mexem com as vontades contrárias das partes, que são eles os responsáveis por acordarem tais vontades, ou defende-las até a morte. É aí que está nosso sentimento, a responsabilidade por algo que não é nosso, mas acaba sendo: o DIREITO. Nessa árdua missão de defender e lutar por algo que não nos pertence, está a competência de cada um.</p>
<p>Muitos vão bem, outros nem tanto.</p>
<p>Mas falando daquela paixão que começamos o texto, é algo simplesmente marcante. Não estudamos apenas leis, como já disse. Estudamos comportamentos, interpretações, raciocínios, doutrinas, vidas, sociedades, pessoas. Estudamos intensamente o mundo que rodeia a Lei do que esta propriamente dita.</p>
<p>Após meu primeiro ano de faculdade, vesti a camisa dessa missão. Mexer não só com processos, litígios, mas defender algo que ninguém, absolutamente ninguém pode tirar de nós: o NOSSO direito. Quem faz Direito se apaixona, se reveste de uma força maior para assumir a responsabilidade que o cargo nos traz. Foi isso que me rumou para decidir ser um bacharel em Direito.</p>
<p>Enfim, faço Direito porque gosto, porque amo, porque me dedico. Porque Direito é a minha praia e de muitos apaixonados em garantir uma sociedade melhor. Quando, e se esse amor por ser defensor de alguém ou de algo terminar, minha missão estará completa&#8230;</p>
<p>Sugestões de assuntos envie para lorian@oi.com.br</p>
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		<title>Caso Isabella Nardoni</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 01:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vinicius</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
A pauta da imprensa durante a semana que passou foi toda preenchida com o julgamento do caso Isabella Nardoni. Penso ser pertinente a um blog voltado para estudantes de direito como este manifestar-se sobre estes acontecimentos.
Primeiramente, gostaria de deixar claro que a minha pretensão não é emitir um julgamento acerca dos réus uma vez que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class=" alignleft" title="http://www.jornalcorreiodenoticias.com.br/fotos/casal%20nardoni.jpg" src="http://www.jornalcorreiodenoticias.com.br/fotos/casal%20nardoni.jpg" alt="Retirado de: http://www.jornalcorreiodenoticias.com.br/fotos/casal%20nardoni.jpg" width="270" height="203" /></p>
<p>A pauta da imprensa durante a semana que passou foi toda preenchida com o julgamento do caso Isabella Nardoni. Penso ser pertinente a um blog voltado para estudantes de direito como este manifestar-se sobre estes acontecimentos.</p>
<p>Primeiramente, gostaria de deixar claro que a minha pretensão não é emitir um julgamento acerca dos réus uma vez que não tive contato com o processo e que os fatos divulgados pela imprensa, como provas, depoimentos, entrevistas e todo o mais que fora ventilado sobre o caso não nos permitem levar a uma conclusão juridicamente justa.</p>
<p>Antes que seja prolatada a sentença, o mais aguardado por toda a população, na ânsia por “justiça”, algumas circunstâncias são importantes de ser lembradas aos estudantes de direito que leem este blog.</p>
<p><span id="more-211"></span><br />
Esquecendo da cientificidade de todos os conceitos jurídico filosóficos vamos diretamente à parte prática.<br />
Nós como estudantes de direito não podemos esperar nada além de uma sentença juridicamente justa. Sem tirarmos por base o que é divulgado pela imprensa.</p>
<p>O papel da imprensa é imprescindível na divulgação dos fatos, o erro situa-se no pré julgamento que por força do sensacionalismo acaba ocorrendo.</p>
<p>E não quero dizer que o Casal Nardoni seja inocente, nem muito menos culpado.</p>
<p>O fato é que estamos diante de um processo judicial com regras próprias para a colheita de provas e para o julgamento e a justiça que se espera faz-se assim, através do respeito às regras dos processos e do direito material.</p>
<p>Mas infelizmente a sociedade confunde o julgamento como uma punição a qualquer custo, talvez pelo excesso de impunidade que se vê, talvez pela gravidade do fato.</p>
<p>Cabe a nós estudantes de direito, explicar à sociedade que justiça se faz através do cumprimento explícito das regras do direito e não a partir da condenação cega. Somente os que tem acesso ao processo poderão ter certeza acerca da condenação ou absolvição dos réus.</p>
<p>Que seja um julgamento justo, que os jurados tenham tranquilidade para decidirem de acordo com o que está no processo. E que se culpados ou inocentes nenhuma norma jurídica seja violada em nome de uma decisão ofuscada por paixões.</p>
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		<title>Meus caros, finalmente sou bacharel em direito.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 13:26:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vinicius</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E antes que me perguntem se em virtude disso o blog perdeu seu objetivo já que não sou mais um “estudante de direito”, eu digo que não. O profissional do direito seja na etapa que for, será sempre um estudante. Além do mais, continuo com a vontade de escrever sobre o curso de uma maneira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/03/OgAAAB-TqqdNTsh_UARKy0hjBBqnmC3Q7yw0YRWE6bUFpadio_rvddL4qsA2c76pr4ZCRM0V1IEgD9ZdWXD_eKWyx6IAm1T1UJpQs3-Jy51I7zVswOA6dbPtlB4K.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-204" title="formatura_fdc" src="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2010/03/OgAAAB-TqqdNTsh_UARKy0hjBBqnmC3Q7yw0YRWE6bUFpadio_rvddL4qsA2c76pr4ZCRM0V1IEgD9ZdWXD_eKWyx6IAm1T1UJpQs3-Jy51I7zVswOA6dbPtlB4K-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>E antes que me perguntem se em virtude disso o blog perdeu seu objetivo já que não sou mais um “estudante de direito”, eu digo que não. O profissional do direito seja na etapa que for, será sempre um estudante. Além do mais, continuo com a vontade de escrever sobre o curso de uma maneira voltada para estudantes, por isso, embora com raras atualizações, o blog continuará no ar.</p>
<p>Aproveitando a mistura de nostalgia com o sentimento de um dever cumprido e expectativas para o futuro acredito que é a hora de responder uma questão formulada por mim, no post &#8220;<a title="Porque escolhi Direito." href="http://www.estudantededireito.net/2008/04/24/porque-escolhi-direito">Porque escolhi Direito.</a>&#8220;: &#8220;Mas e agora? Você gosta do curso?&#8221;.</p>
<p>Sim. Direito é um curso que proporciona, além da formação técnica básica, uma formação crítica para os que se propõem a pensar a realidade e conhecer os mecanismos de modificação e construção social.</p>
<p>É claro que soa utópico tratar sobre “modificação e construção social” uma vez que o cenário que hoje encontramos não é dos melhores, mas não podemos, por simples conformismo, deixar de criticar e buscar algo melhor para a realidade em que vivemos.</p>
<p>No primeiro semestre do curso, a professora de Introdução ao Estudo do Direito nos cobrou a leitura do livro “Direito e Utopia”, do Magistrado João Baptista Herkenhoff. Em síntese, a lição que ficou foi a da necessidade de trabalhar em cima de utopias para, com esforço, atingir, ao menos, uma realidade próxima da esperada.</p>
<p>Atingir a justiça plena talvez seja, de fato, utópico. Mas se não lutarmos por ela, conformados pelo sistema posto, nunca chegaremos nem perto.</p>
<p>Nossa Constituição Federal elenca direitos e garantias maravilhosos que são esquecidos. É por isso, que a primeira grande utopia enfrentada pelos operadores do direito comprometidos com a modificação social é fazer valer os ditames da Carta Magna.</p>
<p>A prática proporcionada pelos estágios torna a realidade do dia-a-dia forense muito mais áspera do que aquela que extraímos de códigos e doutrinas. E, infelizmente, acaba conformando alguns que tão somente pegam o “jeito” de tratar das questões e desistem da luta por ideais, passando a fazer da profissão apenas um ganha-pão.</p>
<p>Foi ver que o direito é muito mais do que um amontoado de leis que me deu forças para concluir o curso e que hoje me deixa ansioso para entrar no mercado de trabalho.</p>
<p>Escrever tudo isso, motivado pela vontade e pelos sonhos de um recém-formado é fácil. Mas a realidade não é. O que também não significa ser impossível. Os bons “chefes” e “mentores profissionais” que tive durante os estágios ensinaram-me ser possível com vontade, dedicação e paciência.</p>
<p>Tudo isso me faz concluir que eu me sinto realizado sim em estar formado e que eu realmente gostei do curso, mesmo com as dificuldades e injustiças que encontramos ao por os pés para fora da faculdade.</p>
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		<title>Conselho de Amigo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 17:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Escorsim</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade]]></category>

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		<description><![CDATA[ Você é estagiário de Direito? Já foi?  Então, diga lá se me equivoco quando afirmo que todo estagiário, sem exceção e independente do lugar onde trabalhe, passa pelo mesmo pânico pavor desespero quando está sozinho diante do seu primeiro processo judicial ou administrativo, ou, se já adquiriu alguma experiência, diante de um novo processo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:CwZFE0PNGy8X9M:http://tiurine.weblogger.com.br/img/pensar.gif" alt="" width="162" height="175" /> <!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--><!--[if !mso]&gt;--><span style="font-family: Verdana;">Você é estagiário de Direito? Já foi?  Então, diga lá se me equivoco quando afirmo que todo estagiário, sem exceção e independente do lugar onde trabalhe, passa pelo mesmo pânico pavor desespero quando está sozinho diante do seu primeiro processo judicial ou administrativo, ou, se já adquiriu alguma experiência, diante de um novo processo com algo “diferente”? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Quem, nessas situações, não se pergunta(ou): “<em>Caraca, e agora?</em>” <span> </span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> <span id="more-193"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">É algo que talvez nem todos admitam, mas que a ninguém engana. Mesmo aqueles que acham que conhecem o suficiente das normas, doutrina e jurisprudência relativas à área de atuação do seu estágio, não escapam de sofrer essa perplexa constatação da própria impotência. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Essa dificuldade não advém apenas da complexa realidade jurídica que congrega fatos, valores e normas mutuamente complementares e repelentes, exigindo do operador do Direito infinitamente mais do que o mero conhecimento do texto da lei ou mesmo uma capacidade invejável de interpretação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Há também outra causa que me parece ser a efetivamente responsável por essa sensação de absoluta inabilidade. Mas, para melhor vislumbrá-la, é preciso retornar àquela terrível situação quando você se vê a sós com o processo à sua frente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Embora os autos, antes de tudo, contem uma história, ela não está expressa de modo a ser facilmente compreendida. Ao contrário, por força da própria natureza e dialética processual, sua história vem obrigatoriamente repleta de ausências e contradições. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Não é à toa que o Código de Processo Civil está repleto de disposições tratando precisamente disso, de como <em>sanear</em> o processo, desde a verificação da possível inépcia da petição inicial até a elucidação de omissões, obscuridades e contradições da sentença, o que pode também se dar em todas as demais decisões recursais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Por isso, a primeira leitura dos autos jamais deve ser realizada com a finalidade de já resolvê-lo ou mesmo compreendê-lo, mas, ao contrário, para antes identificar aquilo que lhe falta para uma devida compreensão e julgamento. Em palavra mais técnica, para instruí-lo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Tudo isso pode lhe parecer muito óbvio, entretanto, dificilmente fazemos essa primeira leitura com essa intenção. O mais comum é já lermos os autos tentando automaticamente buscar a(s) norma(s), a doutrina, a jurisprudência, algum caso semelhante anteriormente conhecido ou estudado e que, em tese, poderia ser aplicado. Por que isso acontece? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Porque a leitura de uma história truncada, quando não caótica, imediatamente desperta o nosso desejo racional por coerência e entendimento, automaticamente provocando o pensamento a procurar preencher aquelas lacunas ou resolver as contradições. Como o pensamento funciona relacionando e transitando constantemente entre o já sabido, que está na memória, e o possível, que se vai construindo pela imaginação, fica fácil entender porque, quase instintivamente, o que ele traz da memória é essa imensidão de normas, doutrinas, jurisprudências etc. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Acontece que, se a leitura dos autos já é complicada por si só, imagine realizá-la tentando a todo instante encaixar tudo isso? Logo, é preciso refrear o pensamento durante essa primeira leitura, para que ela seja, de fato, proveitosa. Nesse caso, você até pode não conhecer grande coisa de leis, doutrinas e jurisprudência, mas certamente conseguirá cumprir seu dever com muito mais propriedade, eficiência e, até, com relativa facilidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Agora, se o seu pensamento se parece com um cavalo indomado, galopando sem direção, então, tudo fica ainda mais difícil porque, nesse caso, aquela necessidade de coerência e entendimento se torna extremamente desconfortável e você reage instintivamente ao incômodo, tentando cessá-lo o quanto antes. Assim, com a pressa característica do pensar, você procura terminar a tarefa o mais rápido possível, de uma vez só, do jeito que der.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Aí, é só esperar seu chefe o chamar para, polidamente ou não, dizer que seu trabalho ficou uma bela porcaria. Com muita sorte, ele o ajudará demonstrando onde você errou, o que faltou, como se faz. Mas a probabilidade maior é que ele seja um chefe como a maioria, sem tempo algum para ensinar o que quer que seja. Daí a terminar o estágio com aquela sensação inarredável de que ele não serviu para coisa alguma, é um passo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">A boa notícia é que não é difícil aprender a comandar o próprio pensamento. Primeiro, porque não é preciso aprender a pensar. Faça o teste, se não me acredita, e perceba como o seu pensamento funciona espontaneamente e, não raro, você só o nota quando ele já terminou. Segundo, por conta de uma técnica inventada pelo psicólogo judeu chamado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reuven_Feuerstein" target="_blank">Reuven Feuerstein</a>, doutor em psicologia e pedagogia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Feuerstein, inconformado com a imensa dificuldade para o aprendizado de que sofriam as crianças judias saidas dos campos de concentração nazistas, inventou um método absurdamente simples e de impressionante eficácia para ajudá-las, o que realmente lhes devolveu a capacidade de aprendizado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Imagine aprender a domar o pensamento brincando de “ligue os pontos” e passatempos semelhantes. É mais ou menos nisso que consiste os instrumentos do Programa de Enriquecimento Instrumental (PEI) de Feuerstein. A eficiência do programa, porém, depende muito da sensibilidade e acuidade do mediador, que não apenas orienta a execução dos exercícios, mas deve auxiliar o aluno a <em>enxergar</em> o seu processo mental, não apenas durante a resolução, mas, também e principalmente, nas suas mais variadas circunstâncias existenciais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Se você se interessou e deseja maiores informações sobre o programa, deixo aqui os meios de contato com a mediadora com quem fiz esse curso, Simone Caldas: pelos telefones (41) 8443-1139 e 3257-3968, ou pelo email: caldas.simone at gmail.com, substituindo o “at” por arroba (assim redigi para tentar evitar spammers).<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">O curso pode ser concluído em 03 a 12 meses, dependendo da freqüência dos encontros semanais que você puder ter (1 a 4 vezes por semana). Ele também pode ser feito em grupos de no máximo 4 pessoas e cada encontro dura uma hora e meia. <span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Aos poucos, creia-me, você começará não apenas a conhecer<em> </em>o <em>modus operandi </em>do seu pensamento &#8211; desde o seu nascedouro, ou seja, na coleta dos dados com que ele trabalhará, passando pela elaboração desses dados selecionados e, por fim, na conclusão enunciada -, como passará a dominá-lo com eficiência cada vez maior. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Não foi de outra forma que aprendi a ler decentemente um processo de qualquer natureza. Está dado, portanto, o conselho, que é de amigo, mas para assim entender, não há outra maneira senão segui-lo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><em>[Francisco Escorsim é <a href="http://onaufrago.com" target="_blank">o náufrago</a>.]</em><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sim, sim, sim! 2009 e novidades!</title>
		<link>http://www.estudantededireito.net/2009/03/12/sim-sim-sim-2000-inove/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 01:57:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vinicius</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[novidades]]></category>
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		<description><![CDATA[
Claro, eu confesso: demorei demais para inaugurar 2009 aqui no Estudante de Direito.
Curti as férias, porque nós, estudantes de direito merecemos. Depois passei um tempo repensando algumas possibilidades, organizando a vida e correndo atrás das coisas do último ano de direito.
Finalmente, resolvi que o Estudante de Direito não poderia ficar esquecido, principalmente como uma forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-153" title="Máquina de Escrever" src="http://www.estudantededireito.net/wp-content/uploads/2009/03/250630_3945-300x199.jpg" alt="Máquina de Escrever" width="300" height="199" /></p>
<p>Claro, eu confesso: demorei demais para inaugurar 2009 aqui no Estudante de Direito.</p>
<p>Curti as férias, porque nós, estudantes de direito merecemos. Depois passei um tempo repensando algumas possibilidades, organizando a vida e correndo atrás das coisas do último ano de direito.</p>
<p>Finalmente, resolvi que o Estudante de Direito não poderia ficar esquecido, principalmente como uma forma de agradecer as inúmeras visitas que eu tenho recebido, mesmo sem atualizar.</p>
<p>Vários comentários, alguns e-mails e idéias.</p>
<p>Comecei atualizando a &#8220;carinha&#8221; do Estudante para algo mais moderno e mais fácil de ler e navegar. Em seguida novos posts, principalmente, &#8220;ouvindo&#8221; os comentários que são publicados no blog e os assuntos debatidos no <a title="Fórum" href="http://forum.estudantededireito.net" target="_blank">fórum</a>, por isso, é de suma importância a participação de todos.</p>
<p>No mais, só tenho a agradecer!!</p>
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		<item>
		<title>Sebos modernos&#8230;</title>
		<link>http://www.estudantededireito.net/2008/10/27/sebos-modernos/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 23:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vinicius</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que &#8220;sebo&#8221; te faz lembrar? Rinite, traças e livros velhos?
Bem, você precisa rever os seus conceitos. Como todos sabemos, livros agregam o conhecimento e dada a sua durabilidade, perpetuam gerações.
Para estudantes de direito, livros são a principal fonte de estudo. Na maioria das vezes, em virtude das constantes atualizações legislativas, os livros têm que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estantevirtual.com.br/" target="_blank"></a><a href="http://www.estantevirtual.com.br"><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://www.estantevirtual.com.br/imagens/banners/ev_badge_1_200px.gif" border="0" alt="" width="200" height="227" align="left" /></a>O que &#8220;sebo&#8221; te faz lembrar? Rinite, traças e livros velhos?</p>
<p>Bem, você precisa rever os seus conceitos. Como todos sabemos, livros agregam o conhecimento e dada a sua durabilidade, perpetuam gerações.</p>
<p>Para estudantes de direito, livros são a principal fonte de estudo. Na maioria das vezes, em virtude das constantes atualizações legislativas, os livros têm que ser atualizados e comprados diretamente em livrarias. No entanto, os temas que fundamentam as matérias normalmente já se encontram sedimentados, de maneira que não há a exigência quanto à atualização do exemplar que você deseja comprar.</p>
<p>Muitas universidades dispõe de bibliotecas antigas que carregam diversos exemplares, porém, dependendo da profundidade da pesquisa que pretendemos, do orçamento ou da disponibilidade na editora não encontramos determinados livros por lá. <span id="more-98"></span></p>
<p>Minha dica é procurar nos sebos virtuais. Pois é! Sebos virtuais. O Francisco Escorsim, nosso parceiro de Blog, me apresentou o site Estante Virtual, acabei conhecendo e recomendo. Um site prático, completo, dinâmico e muito útil.</p>
<p>Tive a oportunidade de adquirir o livro &#8220;O Ministério Público na Constituição de 1988&#8243; do Hugo Nigro Mazzilli, já esgotado na editora, de um sebo de Santo André/SP e posso afirmar: a qualidade dos serviços prestados, a fidelidade da descrição do produto e a dinâmica do site são dignos de elogio.</p>
<p>A compra é bastante simples:</p>
<p>Após uma pesquisa pelo site, você recebe uma lista de quais sebos tem em estoque o livro que procura. Cada um dos livros encontrados vêm com descrição do produto, inclusive quanto ao estado de conservação. Confirmando o interesse da compra, você recebe os dados do sebo para entrar em contato e finalizar as tratativas. O sistema conta ainda com um sistema de qualificações, onde uma nota pode ser atribuída ao vendedor após a negociação.</p>
<p>Vale conferir. Hoje o site conta com mais de 1.100 sebos conectados, em mais de 200 cidades com nada mais, nada menos que 15 milhões de livros. (informações do próprio site).</p>
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