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Estudante de Direito.net

Tudo para a vida do estudante de direito.

Archive for abril, 2010

Análise do Exame de Ordem

Posted by Carlos Vinicius On abril - 20 - 2010

No último domingo os bacharéis fizeram a terceira segunda fase do Exame de Ordem. Após um polêmico cancelamento das provas em virtude da demonstração de fraudes o que chocou a comunidade jurídica, cansando e provocando repercussão negativa em relação à entidade responsável pela elaboração das provas.

Tendo em vista todos esses acontecimentos e, o simples fato de tratar-se do tão criticado Exame de Ordem, recebi hoje a tarde uma mensagem da Gabriela, que dizia o seguinte:

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FAZENDO DIREITO – Parte I

Posted by Lorian Farah On abril - 17 - 2010

       O que você vai fazer quando acabar a faculdade? Já sabe os campos de atuação? Não? Vamos juntos esclarecer!

       Primeiramente, o curso de Direito é o mais abrangente em termos de campos para atuação. Você pode ser de um consultor jurídico para alguma empresa como um membro de tribunal. Isso se deve ao fato de que, como meio organizador e pacificador de uma sociedade, a área do Direito, como já dissemos, é onipresente, está em todo lugar e toda parte. Por ser assim, vários ramos da sociedade necessitam da participação de profissionais da área em suas atividades, criando assim essa imensa variedade de campos para atuar. E isso muitas vezes acaba nos confundindo, porque via de regra, a maioria dos estudantes de Direito saem para advogar. Uns ou outros não, é claro, como eu, por exemplo, que pretendo mesmo ser promotor de justiça.

       Vale salientar que você não tem obrigação alguma de decidir isso apressadamente. Muitos ao sair da faculdade não sabem por onde caminharão. Mas é claro que quanto mais cedo você se decidir, mais tempo você tem para se preparar adequadamente e já tentar se instalar no meio, através de algum estágio, algum trabalho que lhe relacione com a área desejada.

       Mas vamos ao que interessa: onde posso “fazer” Direito? Antes de falar da área mais praticada, a advocacia, aquela que a priori é a principal, tendo em vista que é o advogado que leva um direito a apreciação, falaremos das outras, as auxiliares, que rondam a principal, de forma a auxiliar mesmo, ajudar na prática da advocacia. Para uma melhor compreensão de cada área do Direito, sobretudo para uma melhor leitura de nossos estudantes e não cansá-los com longos textos, dividiremos o tema FAZENDO DIREITO em alguns posts.

       A primeira área que iremos abordar é o Ministério Público. Esse órgão tem por objetivo a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, como dita o artigo 127 da Constituição Federal vigente. O Ministério Público é um órgão fiscalizador, independente do Estado, não pertencente a nenhum dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), mas considerado como um quarto poder, aquele que seria o poder fiscalizador, já que temos um poder para criar leis, um para executá-las e outro para julgar sua aplicação. Dessa forma, o Promotor de Justiça, no sentido literal da palavra, promove a justiça, defende aquele direito onde não há somente um autor, um só interessado na resolução da lide. Podemos citar como exemplo recentemente o caso dos Nardoni. Nele, não existia um autor para a demanda da ação contra o casal, e sim uma coletividade que manifestava incessantemente pelo desejo de punição aos dois. E ai entrou o MP, que materializou esse desejo em processo criminal. Vale lembrar também que o MP nem sempre se utiliza de seu poder para acusar. Em alguns casos, ele manifesta pela absolvição do réu.

       Em suma, é isso que você encontrará no Ministério Público. Achei na internet, através do grande Google, um artigo publicado por um Promotor de Justiça do Amazonas, o Dr. João Gaspar Rodrigues, que escreve sobre o posicionamento do MP, e esclarece um pouco mais sobre o tema. É uma boa para quem quer adentrar ao assunto. Clique aqui para conferir!

       No próximo artigo falaremos sobre as delegacias de polícia. Mande suas sugestões, críticas e elogios para lorian@oi.com.br.

Jogos Teatrais para Estudantes de Direito

Posted by Carlos Vinicius On abril - 15 - 2010

Uma série de pessoas tem procurado o blog para fazer a divulgação de cursos e eventos jurídicos por todo o Brasil, por isso será inaugurado um espaço exclusivo para tanto com informações adicionais na página própria.

Os Jogos Teatrais para Estudantes de Direito inaugura a sessão, com uma oficina a ser realizada na cidade de São Paulo/SP voltada para a formação lúdica de operadores do direito em relação à expressão corporal, aprimoramento de recursos como a fala, capacidade de interpretação, argumentação dentre outras aptidões.

Maiores informações: http://forumteatral.blogspot.com/

E atenção! OS CINCO PRIMEIROS INSCRITOS NO CURSO A PARTIR DO ESTUDANTE DE DIREITO.NET GANHAM 15% (quinze por cento) DE DESCONTO!

A responsabilidade pelas promoções e eventos divulgados neste espaço é exclusiva de seus realizadores.

Tudo Direito

Posted by Carlos Vinicius On abril - 14 - 2010

Continuando a idéia de comentar e divulgar blogs de Direito. Hoje vou falar do Tudo Direito.

A Karine Melo, editora do Tudo Direito, publica quase que diariamente resumos das matérias que está estudando. Nada exaustivo e bem completo.

Vale a pena conferir!

Curso Gratuito para OAB – Último dia

Posted by Carlos Vinicius On abril - 12 - 2010

O portal Videolog.tv em parceria com a IDEIACON e o Curso Jurídico de Curitiba disponibiliza pela primeira vez no Brasil um curso totalmente gratuito para quem pretende fazer o exame da OAB.

Promovido pela IDEIACON, empresa de internet que chega ao mercado com um novo modelo de cursos à distância através de soluções web, o Curso Jurídico possui índice de aprovação de mais de 90%.

Quem ministra as aulas totalmente gratuitas no Videolog é a Dra Aryanna Manfredini, advogada trabalhista e professora que atua em cursos de diversas cidades como Curitiba, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Brasilia.

Com início no dia 12 de abril e transmitido via internet para todo o Brasil, o curso conta com 8 horas de aula divididas em 4 dias.

As inscrições podem ser realizadas até o dia do início das aulas através do site www.cursojuridico.com. O exame acontece no domingo, dia 18.

N. do E.: A execução do curso e suas condições são de responsabilidade exclusiva das empresas que o promovem.

Caso Isabella Nardoni 2

Posted by Carlos Vinicius On abril - 8 - 2010

Quando do julgamento do caso Nardoni, o site Papo de Homem publicou texto de autoria de Jader Pires que vem complementar a publicação feita aqui.

Um texto sincero, completo e que analisa o fenômeno da busca incansável pela “justiça”.

Excelente.

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Por que Direito ?

Posted by Lorian Farah On abril - 7 - 2010

Foi essa a pergunta que me fiz há um ano. Por que Direito? O que motiva uma pessoa a fazer um curso como Direito, tão tradicional, mas ao mesmo tempo taxado como complexo, difícil, para pessoas que gostam de ler e escrever apenas? Na busca desse porque, me questionei diversas vezes antes de prestar o vestibular se era realmente isso que eu queria, se conseguiria ser um bom bacharel, entre outras inúmeras dúvidas de um adolescente pensando em seu futuro. O tempo passou, eu entrei na faculdade, e hoje, mesmo após somente um ano de curso, acho que encontrei respostas para as minhas dúvidas cruéis de ensino médio.

Bom, o curso de Direito, ou como diziam os antigos, curso de Advocacia, não se resume tão somente á leis e posturas jurídicas. O curso de Direito, é um instrumento de pacificação da sociedade. Sim, pacificação. É só olharmos ao nosso redor e vermos como a maioria de nossos conflitos, leia-se aqui qualquer tipo de conflito, é resolvido com a ajuda do Direito. Um cidadão que não paga seus impostos, por exemplo, será penalizado com a ajuda do Direito, que regulamenta normas cerceadoras para tal ato. Atos corriqueiros, situações diversas, em tudo, absolutamente tudo, o Direito está presente. Vendo isso, essa onipresença do Direito na sociedade, pude ver como resolver conflitos, pacificar, seja lá qual seja a expressão mais correta, é uma coisa totalmente apaixonante com a medida que o tempo passa. Porque na verdade, o bacharel em Direito torna-se a priori um advogado, um representante, defensor de um direito alheio. E por ser assim, um modo de defender a violação de algo que pertence a alguém, o Direito torna-se apaixonante, algo gostoso de aprender e aplicar.

Partindo do pressuposto que muitos estudantes de Direito fizeram as mesmas perguntas que eu, e hoje têm as mesmas respostas, creio que de fato o Direito é fundamental para uma sociedade, assim como outras ciências, só que temos como diferencial o fato de organizar, estruturar e “praticar” uma sociedade, visando o bem comum, algo que as outras ciências não possuem, pois só o Direito consegue se meter nesse meio. Dessa forma, todos aqueles que estudam Direito se sentem atores importantes dessa eterna pacificação de conflitos. Está aí uma boa nota a se fazer: muitos, muitos mesmo, exageram nesse pensamento de ser importante para a sociedade e acabam indo para o caminho quase sem volta da arrogância. Essa é uma visão que muitos têm sobre os aplicadores do Direito, que de fato é verdade para aqueles que não possuem a humildade suficiente para trabalhar nesse ramo. Mas voltando aos seres racionais do Direito, aqueles que sabem da sua importância e não abusam dela, esses se apaixonam por saber que são eles que mexem com as vontades contrárias das partes, que são eles os responsáveis por acordarem tais vontades, ou defende-las até a morte. É aí que está nosso sentimento, a responsabilidade por algo que não é nosso, mas acaba sendo: o DIREITO. Nessa árdua missão de defender e lutar por algo que não nos pertence, está a competência de cada um.

Muitos vão bem, outros nem tanto.

Mas falando daquela paixão que começamos o texto, é algo simplesmente marcante. Não estudamos apenas leis, como já disse. Estudamos comportamentos, interpretações, raciocínios, doutrinas, vidas, sociedades, pessoas. Estudamos intensamente o mundo que rodeia a Lei do que esta propriamente dita.

Após meu primeiro ano de faculdade, vesti a camisa dessa missão. Mexer não só com processos, litígios, mas defender algo que ninguém, absolutamente ninguém pode tirar de nós: o NOSSO direito. Quem faz Direito se apaixona, se reveste de uma força maior para assumir a responsabilidade que o cargo nos traz. Foi isso que me rumou para decidir ser um bacharel em Direito.

Enfim, faço Direito porque gosto, porque amo, porque me dedico. Porque Direito é a minha praia e de muitos apaixonados em garantir uma sociedade melhor. Quando, e se esse amor por ser defensor de alguém ou de algo terminar, minha missão estará completa…

Sugestões de assuntos envie para lorian@oi.com.br

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