JFPR julga procedente pedido contra cotas.

A Justiça Federal do Paraná julgou procedente pedido de aluna que obteve resultado superior aos candidatos às cotas, no vestibular de 2005.

Confira a decisão integral, clique aqui.

1 Comentário(s)

  1. rsrsrs…

    Mais uma vez o Estado se vê enroscado com suas mazelas:

    se cede aos apelos de gerações de escravos que foram “libertados” após anos de trabalhos forçados sem nenhum tipo de indenização ou compensação pela situação em que foi colocado, cai em desgraça com a elite (e, claro, ainda não vi nenhum processo contra as cotas originadas dos cursos de letras, sociologia, antropologia, história, pedagogia, blá, blá, blá…);

    se cede aos apelos da elite, que está acostumada aos melhores colégios e paga fortunas em cursos preparatórios para que seus filhos tenham o direito de cursar universidades públicas, caem em desgraça com as minorias e, pasmem(!), as minorias, são a maioria!!!

    Bem, temos um dilema, e, concordo que será perfeito quando TODOS tiverem acesso ao ensino de base DE QUALIDADE. Pena que essa história se arrasta por séculos, e deverá perdurar por mais meio, no mínimo. Enquanto isso…

    É triste que tenhamos de ouvir a Rede Globo afirmando que o sistema de cotas é racista, pois o racismo existe nas ações mais impensadas. Tenho certeza, por exemplo, que a recepcionista de um restaurante no terraço do Rio Sul (shopping da zona sul do Rio de Janeiro, para quem é de outro estado) não teve intenção de ser racista quando, ao me ver adentrar com minha prima à “tira-colo”, correu “em meu socorro” para alertar dos preços altos daquele lugar…. rsrsrs… Coitadinha, foi com a maior das boas intenções, pois ela sabe que negros não frequentam lugares “assim”…

    Somos todos hipócritas, nós negros, ao tentarmos ignorar o que é feito contra nossa cor de pele, nosso cabelo, nossos lábios e nossa história, contribuimos para esse show de hipocrisia.

    Vamos, caríssimos, estou me divertindo um pouco ao ouvir as princesinhas de pele clara que pintam o cabelo de loiro, justificarem seu ingresso pelas cotas com a afirmação de que seus tataravós são negros, ou de que todos são um pouco negros no Brasil. É perfeito: se todos somos negros, então todos podemos estudar no Colégio São Bento, no Miguel Couto, no Bahiense, na Rocinha, na Baixada, no Colégio Estadual da Esquina…

    Ah… agora, sim! Estamos todos de acordo. Problemas resolvidos. O próximo, please!

    Alessandra | Jan 31, 2008 | Reply

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  1. Abr 4, 2008: de Estudante de Direito.net: Medo do Poder Judiciário (II)

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