
Logo nas primeiras aulas do curso de direito, aprendemos a importância da escrita, principalmente por ser uma das principais ferramentas de trabalho para o operador do direito. A escrita forense tornou-se sinônimo de formalidade, conhecimento e cultura, mas chegou a níveis espantosos.
Um vocabulário vasto e uma escrita correta demonstram cultura e conhecimento, mas o exagero pode ser um problema.O emprego de uma linguagem complexa exige muito conhecimento e apego a regras gramaticais e sintáticas e o excesso, quando mal utilizado, pode prejudicar a transmissão das idéias, enchendo o texto de palavras complicadas, que muito ao invés de formularem um raciocínio perfeito e fechado fazem dos argumentos elementos desconexos.
O texto “Linguagem jurídica: é difícil escrever direito?“, do Professor Roger Luiz Maciel, discorre sobre os exageros na elaboração de peças jurídicas, conta alguns casos de tribunais e, no final, dá dicas brilhantes sobre a composição de textos. Vale copiar um trecho:
Em suma, montar um texto é como embalar um conjunto de porcelana: deve-se tomar cada uma das peças (palavras) com cuidado, dispô-las de forma adequada (frases), alinhando-as em pilhas uniformes (parágrafos), para que fiquem bem firmes dentro da caixa (texto), e possam chegar perfeitas ao destino.
Em síntese, pode-se dizer que devemos nos preocupar com a coesão e o destinatário da mensagem, limitando o emprego da linguagem rebuscada para que ao final identifique-se a idéia central e todos os argumentos que a justificam.
Um texto coeso com os argumentos bem encaixados aumenta imensuravelmente o poder de persuasão e o prazer da leitura, pois o destinatário compreenderá todo o raciocínio esboçado, com apenas uma ou duas releituras. Além de demonstrar cultura, conhecimento e domínio do vernáculo português.


[...] Escrever bem é a principal arma de um operador de direito, por isso, é muito comum professores serem poucos tolerantes com o português errado, por isso procurem escrever o mais correto possível. [...]
Olá!!
Bem, gostaria que você nos desse boas dicas de leitura, daquelas que acrescentam muito para os estudantes de Direito!!
E, além disso, há algo específico que seja necessário ao calouro saber? Algum conhecimento do tipo filosófico, sociológico… enfim, algo de certa profundidade? Ou devemos deixar isso para a faculdade, que tudo corra normalmente?
Bem, desde já agradeço!