Escreva bem, sem exageros.

Pena e Tinta

Logo nas primeiras aulas do curso de direito, aprendemos a importância da escrita, principalmente por ser uma das principais ferramentas de trabalho para o operador do direito. A escrita forense tornou-se sinônimo de formalidade, conhecimento e cultura, mas chegou a níveis espantosos.

Um vocabulário vasto e uma escrita correta demonstram cultura e conhecimento, mas o exagero pode ser um problema.O emprego de uma linguagem complexa exige muito conhecimento e apego a regras gramaticais e sintáticas e o excesso, quando mal utilizado, pode prejudicar a transmissão das idéias, enchendo o texto de palavras complicadas, que muito ao invés de formularem um raciocínio perfeito e fechado fazem dos argumentos elementos desconexos.

O texto “Linguagem jurídica: é difícil escrever direito?“, do Professor Roger Luiz Maciel, discorre sobre os exageros na elaboração de peças jurídicas, conta alguns casos de tribunais e, no final, dá dicas brilhantes sobre a composição de textos. Vale copiar um trecho:

Em suma, montar um texto é como embalar um conjunto de porcelana: deve-se tomar cada uma das peças (palavras) com cuidado, dispô-las de forma adequada (frases), alinhando-as em pilhas uniformes (parágrafos), para que fiquem bem firmes dentro da caixa (texto), e possam chegar perfeitas ao destino.

Em síntese, pode-se dizer que devemos nos preocupar com a coesão e o destinatário da mensagem, limitando o emprego da linguagem rebuscada para que ao final identifique-se a idéia central e todos os argumentos que a justificam.

Um texto coeso com os argumentos bem encaixados aumenta imensuravelmente o poder de persuasão e o prazer da leitura, pois o destinatário compreenderá todo o raciocínio esboçado, com apenas uma ou duas releituras. Além de demonstrar cultura, conhecimento e domínio do vernáculo português.

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  1. Mi 13, 2008: de Estudante de Direito.net: 10 dicas para um calouro de direito.

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